Videogame é arte? A velha questão que insiste em ressuscitar na mídia.
Uma das opiniões recentes que mais ganhou notoriedade no quesito polêmica veio do crítico norteamericano de cinema Roger Ebert, que no ano passado afirmou que os videogames jamais poderiam ser arte. Após uma avalanche de comentários de gamers enfurecidos, ele se retratou dizendo que talvez seja possível, mas que "nenhum jogador vivo hoje vai sobreviver até ver essa mídia como uma forma de arte".
Os jogadores costumam reagir citando títulos com traços artísticos, mas a questão envolve outra maior e ainda mais espinhosa: não existe consenso sobre o que é arte em primeiro lugar.
O crítico italiano Ricciotto Canudo definiu no início do século 20 as sete artes: música, dança, pintura, escultura, teatro, literatura e o cinema como a sétima. Segundo o dicionário Houaiss, arte é toda "produção consciente de obras, formas ou objetos voltada para a concretização de um ideal de beleza e harmonia ou para a expressão da subjetividade humana". Para Aristóteles a arte tem o objetivo de imitar a natureza, para Kant o propósito da arte é ela própria. E para a TV brasileira, artista é gente que aparece na TV brasileira. Vemos que "arte" é uma palavra muito repetida por aí, mas pouco refletida.
O problema da definição de arte cria divergências até em território amigo; os desenvolvedores. Há defensores ferrenhos de videogame como arte tais quais David Perry de "Earthworm Jim" e "MDK"; que não só considera os jogos eletrônicos uma forma artística como ainda uma bem competitiva frente às demais. Por outro lado, o criador da série "Metal Gear" Hideo Kojima, que ironicamente é conhecida por seus complexos enredos de influência cinematográfica, disse não considerar os videogames uma arte, mas uma espécie de serviço.
A reação da indústria sempre que algum dito "especialista" brada que videogames não são arte - Ebert confessou que sua experiência com games basicamente se limita a jogar "Myst" uns dez anos atrás. É como discutir cinema sem assistir filmes - levanta a questão: por que existe essa obsessão em videogames serem considerados arte?
"Eu acho que os desenvolvedores falam tanto sobre esse assunto porque eles não se sentem respeitados," disse em 2009 à IGN Tim "Grim Fandango" Schafer. "O que pode ser verdade, mas a melhor maneira de responder a isso é parar de reclamar e fazer jogos melhores".
Pedindo benção
De fato, é como se os videogames precisassem pedir benção para serem aceitos como mídia adulta. Sentimento de frustração encontrado também no depoimento à IGN de Alex Evans, o diretor de tecnologia de "Little Big Planet". Um jogo não apenas de pretensões claramente artísticas, mas também uma ferramenta de edição de níveis que permite aos usuários enormes possibilidades criativas. "É como se você precisasse pedir desculpas por trabalhar em jogos quando conhece estranhos em festas", desabafou Evans. "Eu acho que o motivo pelo qual nós somos defensivos como uma indústria é porque não somos mesmo levados a sério".
Historicamente, quando surge uma nova mídia costuma haver uma resistência pela geração que não cresceu com ela. A trajetória de aceitação dos quadrinhos é bem análoga à dos videogames. Na década de 1950, gibis chegaram a ser queimados nas ruas dos EUA em reação ao livro "Sedução dos Inocentes" do psiquiatra Fredic Wertham que culpava as HQs de super-herois de incitar delinquência juvenil, "perversões" sexuais, fascismo e ódio racial.
A gradual aceitação de conteúdo violento e sexual para um público adulto é um dos sinais de maturidade de uma mídia, e os videogames tem feito progresso nesse quesito. Basta lembrar que polêmica causaram as moçoilas de camisolinha de "Night Trap" do Sega CD em 1992, jogo que foi acusado de incentivar o "aprisionamento e morte de mulheres" por senadores norteamericanos.
Obviamente existem jogos com uma postura mais comercial e de entretenimento, como falou ano passado ao UOL Jogos o criador de "Braid" Jonathan Blow: "Hoje em dia é muito raro encontrar um jogo feito por alguém não apenas preocupado em ganhar dinheiro, mas em comunicar algo para outra pessoa. Algo muito esquecido e importante para o criador". Mas isso também não existe na música e no cinema? O próprio jogo de Blow, que apresenta uma impecável direção de arte e história madura sobre arrependimento, mostra como jogos podem sim ter uma postura autoral e expressiva.
Talvez o principal argumento de videogames como arte é que são os próprios gamers, que se emocionaram jogando "Shadow of the Colossus", "Okami" ou "Out of this World", que decidem se eles são arte. Muitas das alegações contrárias partem de pessoas sem conhecimento de causa. Ebert sequer *jogou* os títulos que tão casualmente considerou não artísticos, como "Braid", "Bioshock" e "Flower"; e apenas viu trechos de gameplay. É como se Ebert resenhasse filmes baseados no trailer ou na sinopse, já que é precisamente a interatividade que torna essa mídia única e com o potencial de engajar as pessoas de forma muito distinta das demais.
No final, quem define o que é arte é quem é tocado por ela, não por aqueles que insistem em tentar ditar como ela deve ser. O resto, o que importa?
A coluna opinativa Além do Jogo trata do impacto dos games no chamado mundo real.
Fonte:
http://jogos.uol.com.br/ultnot/multi/2011/03/30/alem-do-jogo-videogames-sao-arte.jhtm
Arthur Dias
O que é Arte? Arte (do latim ars, significando técnica e/ou habilidade) pode ser entendida como a atividade humana ligada às manifestações de ordem estética ou comunicativa, realizada por meio de uma grande variedade de linguagens, tais como: arquitetura, desenho, escultura, pintura, escrita, música, dança e cinema, em suas variadas combinações.O processo criativo se dá a partir da percepção com o intuito de expressar emoções e ideias, objetivando um significado único e diferente para cada obra.
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
Escultura
A
Escultura é a arte das formas espaciais em terceira dimensão, isto é, seu
significado está na transformação da matéria bruta em peças com significado.
A escultura, grosso modo, é a arte de transformar matéria bruta (pedra, metal,
madeira etc.) em formas espaciais com significado. Quando dizemos “formas
espaciais”, queremos dizer formas em terceira dimensão, isto é, com volume,
altura e profundidade.
Das artes plásticas, a escultura é uma das que mais estabelecem interação com o grande público.
Isso porque, geralmente, elas são pensadas e produzidas com a finalidade de
ocupar espaços públicos. É assim, por exemplo, com os conjuntos esculturais
gregos e romanos; mas também com as esculturas produzidas na época do
Renascimento ou em culturas de religiões tradicionais, como o budismo e o
hinduísmo.
Muitas vezes, as esculturas são também projetadas para acompanhar
complexos arquitetônicos, com o objetivo de compor um conjunto artístico
harmonioso. É o caso das esculturas que acompanham as catedrais góticas da
Idade Média e os palácios em estilo clássico do período das monarquias
absolutistas.
Além disso, de acordo com a
época, a civilização e a escola artística, a escultura sofre variações
temáticas e formais. Isso se torna evidente quando comparamos as obras de um
escultor renascentista (do século XVI), como Michelangelo, com as obras de um escultor
primitivista ou cubista, como Picasso (do século XX). APietá (ver imagem no topo do texto)
de Michelangelo, por exemplo, seguramente, tem uma expressão realista típica do
Renascimento, que busca transmitir a dor do tema da deposição do corpo de
Cristo da cruz e a contemplação pela mãe.
Outro exemplo que merece
destaque é O Pensador, do escultor francês AugusteRodin. Essa estátua foi terminada e exposta ao público no ano de 1888,
integrando o conjunto chamado Portões do Inferno. Rodin havia recebido uma encomenda de esculturas especiais sobre
os temas presentes no livro Inferno, daComédia de Dante Alighieri. Muitos especialistas em arte
acreditam que O Pensador seja uma representação do próprio Dante. A expressividade dessa
estátua é única no movimento impressionista e, como acentua o historiador da
arte Stephen Farthing:
[…] Cada componente de O Pensador é ilustrativo da concentração mental. Como observou Rodin: 'Ele
não pensa só com o cérebro, a testa franzina, as narinas distendidas e os
lábios comprimidos, mas com todos os músculos do braço, das costas e das
pernas, os punhos fechados e os dedos contraídos'. Esta obra-prima é um exemplo
da extraordinária força expressiva que Rodin imprimia ao corpo humano nu. [1]
Veja, abaixo, a imagem de O Pensador e observe as características apontadas nos parágrafos anteriores:
“O Pensador”, de Rodin, veio a público no ano de 1888
A partir do início do século
XX, a escultura passou a ajustar-se às propostas das vanguardas artísticas que
emergiram na Europa, como o cubismo, o dadaísmo, o abstracionismo e o
construtivismo. Além do já citado Picasso (que também se destacou na pintura),
outros escultores, como Constantin Brancusi e HenryMoore, tornaram-se célebres dentro
das vanguardas modernistas, que, até hoje, seguem influenciando a produção
contemporânea de esculturas.
Modelagem
A escolha do material envolve a técnica utilizada. Novas
técnicas como dobra e solda de chapas metálicas, moldagens com resinas,
plásticos, materiais tridimensionais tem sido-empregadas.
Vários materiais se prestam a esta arte, uns mais perenes como
o bronze ou o mármore, outros mais fáceis de trabalhar, como a argila, a cera
ou a madeira.
A escultura na
Pré-História foi associada à magia e à religião. No período paleolítico, o
objetivo era moldar animais e figuras humanas, geralmente femininas.
Foi no Renascimento que a escultura se destacou, com a famosa
estátua de Davi, de Michelangelo. Donatello e Verocchio foram outros mestres
importantes do período. Entre os séculos XIX e XX, destacam-se os artistas
Constantin Brancuse e August Rodin, dois mestres da escultura que influenciaram
vários outros artistas.
Modernamente, novas técnicas, como dobra e solda de chapas
metálicas, moldagens com resinas, betão armado ou plásticos, ou mesmo a
utilização da luz coerente para dar uma sensação de tridimensionalidade, tem
sido tentadas e só o tempo dirá quais serão perenes.
FONTES:
http://pointdaarte.webnode.com.br/news/a-historia-da-escultura/ http://www.brasilescola.com/artes/escultura.htm
Maria Vitoria
Arquitetura
Desde os
primórdios da humanidade as pessoas vêm construindo abrigos, casas e edifícios
para diferentes funções em suas vidas, da necessidade de sobrevivência ao
prazer de aliar tecnologia, utilidade e beleza numa construção. São aspectos como
a “proteção” e “apropriação” de um determinado espaço que se complementam,
formando uma espécie de reino da personalidade humana diante do mundo. É
possível pensar na construção de uma casa como sendo a segunda pele de uma
pessoa, tal como se diz do vestuário, em relação a função protetora. Em cada
período histórico da nossa civilização a arte de construir foi se moldando aos
hábitos e costumes próprios daqueles tempos e espaços, inclusive utilizando
como base a matéria-prima disponível, e ainda, projetando sua construção de
acordo com o relevo e o clima locais. Muitos desses trabalhos permanecem
erguidos, nos permitindo explorar peculiaridades dos mais diversos povos.
Grande parte dos antigos edifícios que permaneceram até hoje são monumentos
funerários, templos, teatros e palácios. Neles encontra-se a importância de
seus familiares, a grandiosidade de seus deuses, o poder dos seus reis ou o
prazer de se produzir arte. Etimologicamente o termo “arquitetura” vem da
junção das palavras gregas “arché”, que significa "primeiro" ou
"principal", e tékton, que possui o significado de
"construção".
De forma
ampla é possível definir a arquitetura como sendo uma intervenção no meio
ambiente para satisfazer uma determinada expectativa, de forma a criar novos
espaços, e com a intenção de se trabalhar com elementos estéticos. Pode-se
também afirmar que a arquitetura é uma forma de arte visual, que pretende criar
construções em um determinado espaço. O profissional que cria os projetos das
construções é o “arquiteto”.
Atualmente
para se produzir um projeto de arquitetura, existe uma série de regulamentações
que não pode ser esquecida prioritariamente, mas há pessoas que, ainda hoje,
constroem suas casas e/ou local de trabalho sem seguir determinadas
formalidades, que na arquitetura é denominado “partido”.
O “partido”
é a formalização de uma série de fatos que aponta para as condições e
necessidades anteriores à produção arquitetônica. É preciso determinar a
“técnica construtiva” que será utilizada, para decidir quais recursos materiais
e humanos serão utilizados, até mesmo se haverá necessidade de uma mão-de-obra
mais sofisticada, no caso de produção de um estilo mais rebuscado. As
“condições físicas e topológicas” do local onde será feita a construção,
precisam ser estudadas, assim como o “clima” da região. Não se pode deixar de
fora do projeto arquitetônico os usos e costumes populares que envolvem os
futuros moradores ou empreendedores, desta forma realizando o “programa das
necessidades”. Por fim é essencial tornar o projeto “legal”, amparando-o por
legislação específica, normas sociais, e/ou regras de convivências públicas.
Entre os elementos que compõem uma obra de arquitetura os alicerces e as
estruturas são componentes fundamentais. O primeiro é formado por grandes
pilares cravados no solo e sobre os quais um edifício se apóia, e o segundo, é
uma espécie de esqueleto da obra, com seus alicerces, paredes, janelas, tetos,
entre outros elementos.
No Brasil
temos como ícone da nossa arquitetura Lúcio Costa e Oscar Niemeyer.
Fontes
COLL, César, TEBEROSKY, Ana. Aprendendo Arte. São Paulo: Ática, 2000.
LEMOS, Carlos A. C. O que é Arquitetura. São Paulo: Brasiliense, 2003.
GOITIA, Fernando Chueca. (Org.). História Geral da Arte: Arquiterura I. Espanha: Ed. Del Prado, 1995.
COLL, César, TEBEROSKY, Ana. Aprendendo Arte. São Paulo: Ática, 2000.
LEMOS, Carlos A. C. O que é Arquitetura. São Paulo: Brasiliense, 2003.
GOITIA, Fernando Chueca. (Org.). História Geral da Arte: Arquiterura I. Espanha: Ed. Del Prado, 1995.
Guilherme Andrade
Arte Grega
Características da arte grega, escultura, pintura, arquitetura na Grécia Antiga, história da arte grega
Introdução
Os gregos antigos se destacaram muito no mundo das artes. As esculturas, pinturas e obras de arquitetura impressionam, até os dias de hoje, pela beleza e perfeição.
Os artistas gregos buscavam representar, através das artes, cenas do cotidiano grego, acontecimentos históricos e, principalmente, temas religiosos e mitológicos. As grandes obras de arquitetura como os templos, por exemplo, eram erguidos em homenagem aos deuses gregos.
Arquitetura Grega
Um dos templos gregos mais conhecidos é a Acrópole de Atenas, que foi construído no ponto mais alto da cidade, entre os anos de 447 a 438 a.C. Além das funções religiosas, o templo era utilizado também como ponto de observação militar. As colunas deste templo seguiram o estilo arquitetônico dórico (veja abaixo).
A arquitetura grega antiga pode ser dividida em três estilos:
1 – Coríntio - pouco utilizado pelos arquitetos gregos, caracterizava-se pelo excesso de detalhes. Os capitéis das colunas eram, geralmente, decorados com folhas.
2 – Dórico - estilo com poucos detalhes, transmitindo uma sensação de firmeza.
3 – Jônico - este estilo transmitia leveza, em função dos desenhos apresentados, principalmente nas colunas das construções. Outra característica deste estilo era o uso de base circular.
Exemplos de construções da Grécia Antiga:
- Estátua de Zeus em Olímpia
- Parneton de Atenas
- Colosso de Rodes
- Tempo de Ártemis em Éfeso
- Farol de Alexandria
Pintura Grega
A pintura grega também foi muito importante nas artes da Grécia Antiga. Os pintores gregos representavam cenas cotidianas, batalhas, religião, mitologias e outros aspectos da cultura grega. Os vasos, geralmente de cor preta, eram muito utilizados neste tipo de representação artística. Estes artistas também pintavam em paredes, principalmente de templos e palácios.
Escultura Grega
As esculturas gregas transmitem uma forte noção de realismo, pois os escultores gregos buscavam aproximar suas obras ao máximo do real, utilizando recursos e detalhes. Nervos, músculos, veias, expressões e sentimentos são observados nas esculturas. A temática mais usada foi a religiosa, principalmente, representações de deuses e deusas. Cenas do cotidiano, mitos e atividades esportivas (principalmente relacionadas às Olimpíadas) também foram abordadas pelos escultores gregos.
Discóbolo: exemplo de escultura grega antiga
Influência na arte romana
Quando dominaram a Grécia, os romanos ficaram tão admirados com a arte grega que buscaram "imitar" o estílo artístico grego. Basta observarmos os detalhes das esculturas e obras arquitetônicas romanas para percebermos as semelhanças.
Fonte:
Maria Eduarda
Introdução
Os gregos antigos se destacaram muito no mundo das artes. As esculturas, pinturas e obras de arquitetura impressionam, até os dias de hoje, pela beleza e perfeição.
Os artistas gregos buscavam representar, através das artes, cenas do cotidiano grego, acontecimentos históricos e, principalmente, temas religiosos e mitológicos. As grandes obras de arquitetura como os templos, por exemplo, eram erguidos em homenagem aos deuses gregos.
Arquitetura Grega
Um dos templos gregos mais conhecidos é a Acrópole de Atenas, que foi construído no ponto mais alto da cidade, entre os anos de 447 a 438 a.C. Além das funções religiosas, o templo era utilizado também como ponto de observação militar. As colunas deste templo seguiram o estilo arquitetônico dórico (veja abaixo).
A arquitetura grega antiga pode ser dividida em três estilos:
1 – Coríntio - pouco utilizado pelos arquitetos gregos, caracterizava-se pelo excesso de detalhes. Os capitéis das colunas eram, geralmente, decorados com folhas.
2 – Dórico - estilo com poucos detalhes, transmitindo uma sensação de firmeza.
3 – Jônico - este estilo transmitia leveza, em função dos desenhos apresentados, principalmente nas colunas das construções. Outra característica deste estilo era o uso de base circular.
Exemplos de construções da Grécia Antiga:
- Estátua de Zeus em Olímpia
- Parneton de Atenas
- Colosso de Rodes
- Tempo de Ártemis em Éfeso
- Farol de Alexandria
Pintura Grega
A pintura grega também foi muito importante nas artes da Grécia Antiga. Os pintores gregos representavam cenas cotidianas, batalhas, religião, mitologias e outros aspectos da cultura grega. Os vasos, geralmente de cor preta, eram muito utilizados neste tipo de representação artística. Estes artistas também pintavam em paredes, principalmente de templos e palácios.
Escultura Grega
As esculturas gregas transmitem uma forte noção de realismo, pois os escultores gregos buscavam aproximar suas obras ao máximo do real, utilizando recursos e detalhes. Nervos, músculos, veias, expressões e sentimentos são observados nas esculturas. A temática mais usada foi a religiosa, principalmente, representações de deuses e deusas. Cenas do cotidiano, mitos e atividades esportivas (principalmente relacionadas às Olimpíadas) também foram abordadas pelos escultores gregos.
Discóbolo: exemplo de escultura grega antiga
Influência na arte romana
Quando dominaram a Grécia, os romanos ficaram tão admirados com a arte grega que buscaram "imitar" o estílo artístico grego. Basta observarmos os detalhes das esculturas e obras arquitetônicas romanas para percebermos as semelhanças.
Fonte:
Maria Eduarda
Neoconcretismo
O Neoconcretismo ou Movimento Neoconcreto foi uma corrente das artes (plásticas, escultura, performances, literatura) que surgiu em fins da década de 50 no Rio de Janeiro, em oposição ao Movimento Concretista, de São Paulo.
O Neoconcretismo, influenciado pelas ideias da fenomenologia do filósofo francês Merleau- Ponty (1908-1961), foi considerado como o “divisor de águas” na história das artes visuais no Brasil, sendo seus precursores o poeta maranhense Ferreira Gullar e a artista plástica mineira Lygia Clark.
Note que o Movimento Neoconcreto (Grupo Frente) surgiu no Rio de Janeiro em prol do subjetivismo da arte e da criação artística, o qual criticava o racionalismo, objetividade e o dogmatismo geométrico dos concretistas paulistas (Grupo Ruptura).
Para tanto, essa contradição de ideias foram os elementos propulsores dos ideais dos artistas neoconcretos, ou seja, propor uma arte mais libertária contra o cientificismo técnico, o exacerbado racionalismo da “arte pela arte” em que estavam pautados os concretistas ortodoxos de São Paulo.
Em resumo, os concretistas paulistas acreditavam que a forma era o principal elemento da arte, em detrimento do conteúdo, visto como mais importante pelos artistas neoconcretos.
Fonte:
Michelly Karoline
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
Tipos de Danças
O balé surgiu na corte italiana durante a Renascença no século XV. Depois a dança passou a ser executada em países como França, Rússia e Inglaterra ao som de músicas clássicas. O destaque fica para a França, pois o rei Luís XIV influenciou a prática do balé e a língua francesa é usada para denominar diversos passos da dança. No início da Primeira Guerra Mundial, essa dança passou a ser mais praticada na Europa Ocidental através de uma companhia russa chamada Ballets Russes.
É uma dança que exige bastante prática e é ensinada em escolas específicas instaladas em diversos países. As principais exigências do balé são os movimentos dos membros superiores, leveza, harmonia, a postura ereta e a simetria dos bailarinos.
Balé Clássico: É uma das vertentes dessa dança e a que mais utiliza as técnicas mais tradicionais do balé. É um gênero que surgiu em países como França, Dinamarca e Rússia.
Balé Neoclássico: É um balé bem parecido com o clássico, mas possui menos rigidez em seus passos. É mais estruturada e teve como precursor o balé Apollo, em 1928.
Balé Contemporâneo: É a mistura da dança contemporânea com o balé clássico. Utiliza movimentos distintos dos que são usados no balé clássico. O precursor desse gênero é George Balanchine.
Valsa
A valsa é uma dança que surgiu nas regiões da Alemanha e da Áustria no início do século XIX e a palavra significa 'dar voltas'/'girar'/'deslizar'. Buscou referências em danças como o laendler e o minueto. Primeiramente, ela era conhecida como uma dança vulgar e depois foi transformada em algo nobre e das altas classes. Entrou de vez nas altas sociedades após uma festa dos nobres na Áustria, na cidade de Viena, em 1776.
Surgiram partes diversificadas da dança como a valsa vienense, a valsa original, peruana e a inglesa. Como os pares dançam muito próximos, ela era chamada de proibida, mas, atualmente, as valsas são mais praticadas em festas de casamentos, formaturas e aniversários de debutantes.
Dança Moderna
A dança moderna começou no século XX e surgiu como forma de expressar o sentimento das pessoas que queriam desvincular-se das danças clássicas. Esse tipo de dança busca trabalhar com movimentos parecidos com o cotidiano da vida contemporânea. Os principais nomes da dança moderna foram Émile Jaques-Dalcroze, François Delsarte, Isadora Duncan, Ruth St. Denis e Rudolf von Laban.
Émile Jaques-Dalcroze criou um sistema chamado eurritmia em que os movimentos corporais eram transformados em uma espécie de ginástica. Nesse estilo de dança, o dançarino tem a opção de se expressar de uma maneira mais livre e atual. Trabalha com o ritmo, dinamismo, movimentos inspirados na natureza e espontaneidade.
No Brasil, a dança moderna começou a ser mais divulgada após a Segunda Guerra Mundial quando os artistas abandonaram o estilo mais clássico e propuseram novas formas. As cidades mais influenciadas por esse estilo foram São Paulo e Rio de Janeiro.
Dança de Rua
Conhecida também como street dance, a dança de rua é um estilo que conta com movimentos com o corpo e expressões faciais. Surgiu nos Estados Unidos, em 1929, durante uma das maiores crises econômicas do mundo. As performances eram realizadas pelos trabalhadores que ficaram desempregados após a crise.
Muitas vezes associada aos negros, a dança de rua está ligada a outras manifestações culturais como a pintura, grafite e a forma de se vestir. Posteriormente, surgiu uma nova vertente que recebeu o nome de Hip-Hop, mais realizado nas ruas. Já o Street Dance originou-se das escolas de dança.
Bolero
É uma espécie de avô de outros ritmos tais como Cha-cha-cha,
salsa. É uma das danças mais românticas conhecidas, o bolero
inspira amor e paixões proibidas.
salsa. É uma das danças mais românticas conhecidas, o bolero
inspira amor e paixões proibidas.
O nome bolero veio a partir
de " boleras", ornamentações usadas nos vestidos de bailados
de cigana na Espanha.
de " boleras", ornamentações usadas nos vestidos de bailados
de cigana na Espanha.
Soltinho
Se originou a partir de ritmos norte-americanos como West Cost
Swing, Lindy Hope Jive.Ganhou força própria no Brasil onde é
conhecido também como Rock ou Swing Brasileiro. O estilo de
música usado é variado -Dance Music, Rock e Fox.
Swing, Lindy Hope Jive.Ganhou força própria no Brasil onde é
conhecido também como Rock ou Swing Brasileiro. O estilo de
música usado é variado -Dance Music, Rock e Fox.
Samba
Tem sua origem no maxixe.Nasceu no Rio de Janeiro.
É um gênero musical e tipo de dança de origem afro-brasileira.
De ritmo sincopado, o samba é tocado com percussão, tendo como
base violões ou cavaquinhos.
Dança elaborada e com evoluções que destacam sua energia forte.
É um gênero musical e tipo de dança de origem afro-brasileira.
De ritmo sincopado, o samba é tocado com percussão, tendo como
base violões ou cavaquinhos.
Dança elaborada e com evoluções que destacam sua energia forte.
Zouk Brasileiro
Ritmo que não é de origem brasileira, porém a dança chamada
hoje em dia de zouk brasileiro é originária da lambada.
Esta dança veio transformar a lambada , tornando a dança mais lenta,
sincopada, melódica, com movimentos sinuosos e sensuais.
O ritmo com certeza é quente e caiu na graça do povo.
hoje em dia de zouk brasileiro é originária da lambada.
Esta dança veio transformar a lambada , tornando a dança mais lenta,
sincopada, melódica, com movimentos sinuosos e sensuais.
O ritmo com certeza é quente e caiu na graça do povo.
Salsa
Tem sua origem no Son Cubano. Sofreu influências do Foxtrot,
Rock´n roll e jazz(ritmos norte-americanos). Trouxe giros e uma
nova maneira de dançar o SON.
As influências africanas e americanas fizeram com que a Salsa
tivesse acordes mais progressivos e deram ênfase e sabor ao
ritmo.
Rock´n roll e jazz(ritmos norte-americanos). Trouxe giros e uma
nova maneira de dançar o SON.
As influências africanas e americanas fizeram com que a Salsa
tivesse acordes mais progressivos e deram ênfase e sabor ao
ritmo.
Forró
Dança popular nas grandes cidades brasileiras. Dizem que o nome
forró veio de "for all", em inglês para todos, pelo livre acesso aos
bailes promovidos pelos ingleses nas ferrovias de Pernambuco.
Outros dizem que veio de " forrobodó" palavra africana que
significa festa, bagunça.
forró veio de "for all", em inglês para todos, pelo livre acesso aos
bailes promovidos pelos ingleses nas ferrovias de Pernambuco.
Outros dizem que veio de " forrobodó" palavra africana que
significa festa, bagunça.
Samba no pé
A coqueluche do Carnaval. Sua procura aumenta muito nessa época.
A alegria é sua principal característica.Tango
A alegria é sua principal característica.Tango
O de salão, show ou contemporâneo sempre encantou os turistas
amantes da dança. É romântico, dramático, exótico, sofisticado.
Foi criado pelos gaúchos caleiros originários da Costa Oriental da
Argentina.
amantes da dança. É romântico, dramático, exótico, sofisticado.
Foi criado pelos gaúchos caleiros originários da Costa Oriental da
Argentina.
Xaxado
é uma dança popular do sertão nordestino que reflete o som dos sapatos dos camponeses que batem a terra seca. A tradição do Xaxado conta os tempos e as façanhas dos bandidos que de vez em ves governaram no sertão e defenderam os camponeses oprimidos contre os mestres ricos e poderosos do litoral. Aqueles bandidos incluiram os caráteres históricos de Lampião e Maria Bonita. Curiosamente, os Xaxados mais antigos conta somente com o som das vozes e das coronhas dos fusis que batem a terra para dar o ritmo.
Maculelé
é uma dança que originou nas plantações do recôncavo durante o período colonial de Brasil e foi executada pelos escravos para comemorar uma colheita boa. Maculelé foi usado também como uma forma de arte martial no contexto da defesa e da rebelião dos escravos contre os seus donos.
Samba de Roda
é um tipo de samba e ritmo que virou mais popular no nordeste do país, particularmente na Bahia. Todos dançam juntos num círculo com muito alegria e brincadeira.
Afoxé
chegou da África com os escravos e na língua dos Yorubas significa “dança da felicidade”.
Este tipo de dança serve como base de muito festas religiosas e animistas em todo o país. É uma mistura intoxicante de movimento, som, e cores, refletindo a sensualidade e o espírito do Brasil como grande mistura étnica e cultural.
Este tipo de dança serve como base de muito festas religiosas e animistas em todo o país. É uma mistura intoxicante de movimento, som, e cores, refletindo a sensualidade e o espírito do Brasil como grande mistura étnica e cultural.
Samba Reggae
é uma mistura de vários ritmos incluindo o afoxé, ijexa, e samba duro com influências do caribe.
Paul Simon era o primeiro artista principal para introduzir esta música do samba reggae ao mundo quando tocou e fez turné com a batuada Olodum da Bahia.
Axé
ié um jeito de música e dança mui popular com originem em Salvador Bahia. A palavra vem de um cumprimento ritual do sentido de boas vibrações, que estava usado nos cultos de Candomblé e Umbanda.
Axé é a dança do carnaval da Bahia e domina todos os aspectos da cultura popular baiana. Seu rico visual é único no mundo por sua mistura da ginga, dos sorrisos, paqueros, relances, rostos, vozes, corpos, e cores do povo baiano.
Frevo
é a dança e a música típica do carnaval de rua em Recife/Olinda no nordeste do país. Esta dança é muito rítmica com coreografia individual e passos rápidos. As dançarinas vestem roupas coloridas e carregam um pequeno guarda-chuva. Originalmente, esta dança não usou nenhumas letras mas confiou unicamente no som dos instrumentos.
Carmen Miranda
Aquarela honra esta artista brasiliera como um embaixador da música brasileira ao mundo. Carmen Miranda era uma artista mui talentosa cheia de creatividade e inovação. Seu dançar, canções, e atuação, alem das suas roupas, sapatas, e acessórios – incluindo o chapéu em forma duma cesta de frutas tropicais – definiram sua imagem e estilo. Pelo seu papel no musical “as ruas de Paris” ela conquistou o público e os críticos na Broadway e ganhou o apelido da “bomba brasileira”.
Gafieira / Dança de Salão / Samba Pagode
A palavra “Gafieira” vem da palavra frances “gaffe” (gafe) e alude o aos salões e as bares onde a classe operária carioca festejava desde do começo do 20o século. A dança de Gafieira caracteriza um repertoire extraordinário e vasto de estilos cujas raizes urbanas de fim-de-século são pouco conhecidas sabidas pouco entre fãs internacionais. Estes incluem lambada, lundu, hanera, polka, xotis, tango, maxixe, batuque e uma forma rara mas encantadora de samba de gafieira conhecida como “partido alto”. Hoje Gafieira permanesce a música e a dança da classe operária urbana do Rio de Janeiro, sendo mantido vivo e se desenvolvendo numa experiência completamente contemporanea.
Passistas
(chamados também sambistas) são as dançarinas principais nos desfiles de carnaval do Rio de Janeiro e atuam geralmente na terra na frente da bateria, dançando o passo muito rítmico de “Samba no Pe”.
O Samba no pe é uma combinação de ginga, malandragem, elegância, e graça, e é também um dos estilos mais difíceis do samba.
Samba
é o estilo mais famoso da música e dança brasileira. O Samba saiu dos ritmos dos escravos africanos. A palavra “samba” tem origem africana: na língua Quibundo “Samba” significa “ondulação umbilical” (Quibundo foi a lingua dos africanos indígenos trazidos ao país da região que virou a Angola de hoje). Os atuais estilos de samba se desenvolveram por mutação musical e disfusão geográfica. Inicialmente, os escravos africanos celebraram ceremônias segredas baseadas nas suas tradições étnicas e religiosas. O Samba é apenas um entre muitas expressões rítmicas que emergiram nestas épocas: Candomblé, Maracatú, e Capoeira são formas de dança e arte que emergiram durante a mesma era. O Samba é bem conhecido pela sua versatilidade e vitalidade. Embora alguns formulários do Samba permanescessem muito perto aos suas raizes em Afoxé, a maioria dos movimentos mais modernos do Samba envolveram fusões, tais como o samba-reggae ou o samba-funk. Samba de Enredo é o tipo de Samba dominando nos desfiles do carnaval do Rio de Janeiro. Suas letras contam uma história do passado ou presente acompanhado pelo ritmo da batucada. Samba de Enredo se tornou popular nos anos 1920s quando começou a dominar o carnaval do Rio de Janeiro Carnaval, a maior festa do mundo.
Emanuelly Vitória
Luiz Gonzaga- Músico brasileiro
Biografia de Luiz Gonzaga:Luiz Gonzaga (1912-1989) foi músico brasileiro. Sanfoneiro, cantor e compositor, recebeu o título de "Rei do Baião". Foi responsável pela valorização dos ritmos nordestinos, levou o baião, o xote e o xaxado, para todo o país. A música "Asa Branca" feita em parceria com Humberto Teixeira, gravada por Luiz Gonzaga no dia 3 de março de 1947, virou hino do nordeste brasileiro.Luiz Gonzaga (1912-1989) nasceu na Fazenda Caiçara, em Exu, sertão de Pernambuco, no dia 13 de dezembro de 1912. Filho de Januário José dos Santos, o mestre Januário, "sanfoneiro de 8 baixos" e Ana Batista de Jesus. O casal teve oito filhos. Luiz Gonzaga desde menino já tocava sanfona. Aos 13 anos, com dinheiro emprestado compra sua primeira sanfona. Em 1929, por causa de um namoro, proibido pela família da moça, Luiz Gonzaga foge para a cidade de Crato no Ceará. Em 1930 vai para Fortaleza, onde entra para o exército. Com a Revolução de 30 viaja pelo país. Em 1933, servindo em Minas Gerais, é reprovado num concurso de músico para o exército, passa a ser o corneteiro da tropa. Tem aulas de sanfona com o soldado Domingos Ambrósio.Luiz Gonzaga deixa o exército, depois de nove anos sem dar notícias à família. Foi para o Rio de Janeiro e passou a se apresentar em bares, cabarés e programas de calouros. Em 1940 participa do programa de Calouros da Rádio Tupi e ganha o primeiro lugar, com a música "Vira e Mexe".Depois de 16 anos Luiz volta para sua terra natal. Vai ao Recife e se apresenta em vários programas de rádio. Em 1947 grava "Asa Branca", feita em parceria com Humberto Teixeira. Em 1948 casa-se com a cantora Helena Cavalcanti. Em 1949 leva sua família para morar no Rio de Janeiro. As parcerias com Humberto Teixeira e com Zédantas rendeu muitas músicas. Gonzaga e seu conjunto se apresentam em várias partes do país.Tocando como sanfoneiro da dupla Genésio Arruda e Januário, é descoberto e levado pela gravadora RCA Vitor, a gravar seu primeiro disco. O sucesso foi rápido, vários outro discos foram gravados, mas só em 11 de abril de 1945 grava seu primeiro disco como sanfoneiro e cantor, com a música "Dança Mariquinha". Em 23 de setembro nasce seu filho Gonzaguinha, fruto do relacionamento com a cantora Odaléia Guedes. Nesse mesmo ano conhece o parceiro Humberto Teixeira.Em 1980, Luiz Gonzaga canta para o Papa Paulo II, em Fortaleza. Canta em París a convite da cantora amazonense Nazaré Pereira. Recebe o prêmio Nipper de ouro e dois discos de ouro pelo disco "Sanfoneiro Macho". Em 1988 se separa de Helena e assume o relacionamento com Edelzita Rabelo. Luiz Gonzaga é internado no Recife, no Hospital Santa Joana, no dia 21 de junho de 1989, e no dia 2 de agosto falece. Em 2012, se comemora 100 anos do nascimento de Luiz Gonzaga. É lançado o filme "De Pai Para Filho", narrando a relação entre Gonzaga e Gonzaguinha. O artista recebe várias homenagens em todo o país.ABC do SertãoSucessos de Luiz Gonzaga:Asa BrancaLuar do SertãoA Feira de CaruaruSúplica CearenseNo Meu pé de SerraBalance EuA Triste PartidaAssum PretoParaíbaOlha Pró CéuRiacho do NavioPau de Arara Cintura Fina Danado de Bom Xote das MeninasRespeita JanuárioNo Ceará Não Tem Disso Não Numa Sala de Reboco Pagode Russo Último Pau de AraraO Fole Roncou Zé Matuto Dezessete e SetecentosBaião de DoisDança MariquinhaFonte:Diego Prado
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